Filme enfoca o problema da obesidade nos Estados Unidos de maneira irreverente: o diretor Morgan Spurlock fez uma longa “dieta alimentar” baseada no cardápio do McDonalds

Quando duas norte-americanas obesas tentaram processar o McDonald´s por causa do aumento de peso, a rede de fast-food rebateu com o argumento de que não era possível provar sua responsabilidade pelas condições delas. Ao ver a história, Morgan Spurlock teve a idéia de fazer Super Size Me, no qual quis verificar o que aconteceria com uma pessoa que passasse um mês comendo nos restaurantes da rede. Para provar as alterações físicas, o diretor fez exames antes, durante e depois do documentário e teve um rígido controle médico no período.

Para sua “McDieta”, Spurlock impôs a si mesmo algumas regras: não poderia ingerir nada que não fosse vendido pelo Mc Donald´s (nem água), teria de experimentar todos os itens do cardápio pelo menos uma vez e sempre que a porção “super” fosse oferecida, ele teria de aceitar. O resultado foi desastroso para sua saúde. Além de engordar 11 quilos, o acompanhamento das taxas nos exames de sangue mostrava elevações que nem os médicos esperavam. Fora isso, o diretor passou a sentir fraqueza, náuseas, desânimo, dores de cabeça, entre outros sintomas. Para desintoxicar seu corpo e voltar ao peso normal, Alex, a namorada de Spurlock, preparou um cardápio balanceado.

Sensação no Sundance Film Festival deste ano, Super Size Me traz também entrevistas com especialistas e vem carregado de acusações contra o McDonald´s, mas a empresa não quis se manifestar no filme. As ações da rede de fast-food para “apagar o incêndio” causado por Morgan Spurlock foram eliminar a porção super size do cardápio, distribuir a tabela de calorias e ainda tentar processar o diretor.

Fonte – http://www.osubversivozine.com/cinema/super-size-me-a-dieta-do-palhaco

Para somar ao filme, sugerimos a leitura do texto O IMPÉRIO MCDONALD E A MCDONALIZAÇÃO DA SOCIEDADE: ALIMENTAÇÃO, CULTURA E PODER, de Carlos Roberto Antunes dos Santos.

“O que as pessoas comem (ou não comem) sempre foi determinado por uma interação complexa de forças sociais, econômicas e tecnológicas. A antiga República de Roma era alimentada por seus cidadãos agricultores; o Império Romano, por seus escravos. A dieta de um país pode ser mais reveladora que sua arte ou literatura” (Eric Schlosser).

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